Os golpes virtuais continuam fazendo vítimas em todo o país, e as autoridades intensificam as ações de combate a esse tipo de crime. Uma das fraudes mais recorrentes é o golpe do falso advogado, que volta a preocupar clientes e escritórios de advocacia. Criminosos se passam por profissionais do Direito, utilizam nomes e imagens reais de advogados e induzem as vítimas a realizarem transferências bancárias sob falsos pretextos.
Nesta sexta-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou a Operação Exame da Ordem, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas envolvendo falsos advogados. De acordo com as investigações, o grupo atuava em diferentes estados, utilizando aplicativos de mensagens para aplicar os golpes.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e dos Ministérios Públicos do Ceará e de Santa Catarina, onde também foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Até o momento, duas pessoas foram presas preventivamente, e os agentes apreenderam três celulares, um notebook e R$ 14 mil em espécie. Todo o material será periciado para aprofundar as investigações, que seguem sob sigilo.
Segundo o Ministério Público, os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens, utilizando documentos e imagens adulteradas para se passarem por advogados de renome e convencer as vítimas a realizar pagamentos de supostas custas processuais. A operação reforça o compromisso do MPMG no enfrentamento a crimes cibernéticos e na proteção da imagem dos profissionais da advocacia.
Em paralelo a essa ação, surgem também alertas sobre novos golpes de clonagem de WhatsApp em municípios da região, incluindo São João Nepomuceno. O esquema funciona de forma simples: o golpista entra em contato com a vítima fingindo ser de uma plataforma de vendas — como a OLX — e solicita a digitação de um código de verificação. Ao fazer isso, a vítima libera o acesso completo ao seu aplicativo de mensagens, permitindo que os criminosos utilizem sua conta para enganar contatos e solicitar transferências de dinheiro.
Relatos indicam que algumas pessoas já teriam sofrido prejuízos financeiros após caírem nessa armadilha. A orientação das autoridades é clara: nunca digite códigos recebidos por mensagem, e, se receber pedidos de dinheiro por WhatsApp, confirme sempre por telefone antes de realizar qualquer transação.
A recomendação é redobrar a atenção: desconfie de mensagens urgentes, números desconhecidos e solicitações atípicas. Mesmo que a foto de perfil pareça familiar, o número pode ser falso. Em caso de golpe, registre um boletim de ocorrência e informe os contatos próximos para evitar que outros também sejam lesados.
As forças de segurança reforçam que o combate aos crimes virtuais exige vigilância constante, cooperação das instituições e conscientização da população, principal aliada na prevenção. O importante é não cair na tentação de confiar cegamente nas telas — afinal, na era digital, a prudência continua sendo a melhor defesa.