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Golpistas se passam por representantes de maquininhas de cartão e causam prejuízo em São Joao Nepomuceno.

Golpistas se passam por representantes de maquininhas de cartão e causam prejuízo em São Joao Nepomuceno.

17/06/2025 08:38
Por:
Redação
Redação

Golpistas se passam por operadoras de maquininhas e empresário quase cai em armadilha.

Criminosos estão aplicando um novo golpe em comerciantes que utilizam maquininhas de cartão, prometendo falsas reduções nas taxas cobradas pelas operadoras. Um empresário de São João Nepomuceno que quase caiu na armadilha relata o caso e alerta que outros comerciantes tiveram prejuízos na cidade.

O golpe começa com um contato feito via WhatsApp. Os estelionatários se apresentam como representantes de bancos ou operadoras conhecidas, como o PagSeguro, e oferecem supostas vantagens na negociação das taxas de transação. A proposta é atrativa, mas esconde uma tentativa de roubo de dinheiro diretamente da conta da vítima.

Foi exatamente o que quase aconteceu com o dono de uma padaria na cidade, que prefere não se identificar. Ele conta que vinha negociando oficialmente com a operadora uma possível redução nas taxas e, por isso, não estranhou o contato inicial.

“Disseram que estavam entrando em contato para oferecer novas taxas, uma redução de taxas. Que já é uma coisa que eu vinha conversando com eles umas semanas atrás. Então, eles estão me enviando mensagens para negociar suas taxas: suas taxas atuais são essas, essas, essas”, relatou o empresário.

Segundo ele, a abordagem foi feita por WhatsApp — o que, em muitos casos, é comum para atendimentos comerciais. O criminoso, demonstrando conhecimento de detalhes da conta, enviou um link com um QRCode, pedindo que ele autenticasse o “contrato” com a nova taxa por meio do aplicativo oficial do banco. A insistência do suposto atendente, no entanto, levantou suspeitas e impediu que o golpe se concretizasse.

Especialistas em segurança da informação explicam que os golpistas podem ter acesso a dados dos clientes por diferentes caminhos: vazamentos de informações, contatos internos em empresas ou falhas de segurança dos próprios usuários. Uma vez com esses dados em mãos, simulam uma comunicação legítima para ganhar a confiança da vítima.

A orientação dos especialistas é clara: sempre desconfie de links enviados por mensagens, mesmo quando parecem ser de instituições conhecidas. O ideal é nunca clicar diretamente em links e QR Codes recebidos, e verificar a autenticidade das propostas diretamente pelo aplicativo oficial do banco ou por canais de atendimento oficiais.

Em caso de prejuízo financeiro, especialmente via Pix, o cliente deve registrar imediatamente uma reclamação no banco por meio do Mecanismo Especial de Devolução, que permite uma análise do caso em até sete dias. Se houver suspeita de vazamento de dados pessoais, é importante acionar também a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A principal recomendação é usar exclusivamente os canais oficiais dos bancos para realizar operações e manter a atenção redobrada com abordagens inesperadas ou insistentes.